Entendendo as nomenclaturas: Ultra, Pro, Edge e 360
A linha Galaxy Book cresceu e se diversificou, o que pode causar confusão na hora da compra. A Samsung utiliza sufixos específicos para determinar o público-alvo de cada máquina. Os modelos que não possuem sobrenome, como o Galaxy Book4 padrão, são as opções de entrada, focados em custo-benefício, oferecendo telas e processadores competentes para tarefas de escritório e estudos.
O sufixo 360 (como no Galaxy Book4 360 e Book5 Pro 360) indica a presença de dobradiças que giram completamente, transformando o notebook em um tablet. Eles sempre possuem telas sensíveis ao toque compatíveis com canetas ativas. Já a nomenclatura Pro foca na mobilidade executiva: são chassis de metal ultraleves e finos, com telas premium, como o Galaxy Book4 Pro de 14 polegadas, que pesa pouco mais de 1 kg.
O topo da cadeia alimentar é a linha Ultra. É aqui que a fabricante aloca processadores potentes e placas de vídeo dedicadas de alto desempenho (como a RTX 4070 do Book4 Ultra), projetados para renderização 3D, edição em 4K e jogos pesados. Por fim, a recente adição do termo Edge designa os notebooks ultrafocados em bateria de longuíssima duração e conectividade sempre ativa, baseados na nova arquitetura ARM.
A revolução ARM e a categoria Copilot+ PC
O ano de 2026 solidificou a transição da indústria em direção aos processadores com foco em Inteligência Artificial nativa. Dispositivos com o selo Copilot+ PC da Microsoft exigem uma NPU (Unidade de Processamento Neural) capaz de entregar pelo menos 40 TOPS (trilhões de operações por segundo). Isso permite que o computador gere imagens, legende áudios em tempo real e organize arquivos locais sem enviar seus dados para a nuvem.
O Galaxy Book4 Edge, por exemplo, alcança essa certificação graças ao seu processador Snapdragon X Plus (arquitetura ARM, de 45 TOPS). Essa plataforma não só garante recursos avançados de IA, como também entrega uma autonomia de bateria inigualável, similar à dos smartphones. O Galaxy Book5 Pro 360 atinge o mesmo status usando a arquitetura Intel Lunar Lake (47 TOPS).
Entretanto, é preciso estar atento: modelos premium um pouco anteriores, como o Galaxy Book4 Ultra (11 TOPS) e o Galaxy Book4 Pro, apesar de possuírem o termo “AI PC”, não atingem o requisito mínimo da Microsoft para as ferramentas Copilot+ off-line exclusivas, dependendo da internet para certas tarefas de inteligência artificial.
RAM soldada e limites de expansão: o que você precisa saber
Um dos pontos mais críticos na escolha de um notebook moderno, especialmente os ultrafinos da Samsung, é a limitação de manutenção e upgrade futuro. Para alcançar designs cada vez mais finos e eficientes, a fabricante optou por soldar a memória RAM diretamente na placa-mãe na imensa maioria de seus modelos.
Isso significa que a quantidade de RAM que você compra hoje é a que você terá até o fim da vida útil da máquina. O Galaxy Book4 de entrada, por exemplo, vem restrito a 8 GB em Single-Channel de forma permanente. O Galaxy Book4 Pro traz 16 GB, e o Ultra chega a 32 GB. Por isso, a regra de ouro é: invista na capacidade de RAM pensando na sua necessidade daqui a três ou quatro anos.
A boa notícia fica por conta do armazenamento. Quase toda a linha Galaxy Book (incluindo o modelo de entrada, o 360, o Pro e o Ultra) traz um slot M.2 extra livre no interior do chassi, permitindo que você compre um SSD barato no futuro e dobre o seu espaço para arquivos com facilidade. A única e importante exceção é o Galaxy Book4 Edge: por usar chips de armazenamento eUFS (como em celulares) e arquitetura ARM, ele não possui nenhum tipo de expansão física.
Telas AMOLED vs. IPS e a fidelidade de cores
A Samsung é mundialmente reconhecida por ser uma das maiores fabricantes de painéis do planeta, e isso se reflete claramente na experiência visual dos seus notebooks. Os modelos que utilizam a tecnologia Dynamic AMOLED 2X (como o Book4 Ultra, Book4 Pro e Book5 Pro 360) e os painéis AMOLED tradicionais (Book4 360) entregam aquilo que chamamos de contraste infinito: os pixels pretos são literalmente desligados, garantindo cores extremamente vibrantes e sem aquele aspecto de tela acinzentada no escuro. Se você trabalha com design gráfico ou edição de fotos, o AMOLED é praticamente obrigatório.
Para baratear os modelos mais acessíveis, a marca utiliza telas de cristal líquido. O Galaxy Book4 de entrada se sai muito bem ao adotar um painel de nível IPS (chamado PLS pela Samsung), que garante bons ângulos de visão sem distorcer as cores. Já o Galaxy Book4 Edge sofreu uma economia agressiva nesse quesito: seu painel LED padrão com apenas 45% da gama de cores NTSC deixa as imagens consideravelmente mais “lavadas”, tornando-o uma escolha ruim para uso criativo, apesar da bateria impressionante.
Vale a pena comprar modelos importados da Samsung?
Muitos consumidores se deparam com configurações exclusivas e preços atraentes em marketplaces, muitas vezes referentes a modelos que não foram lançados oficialmente pela Samsung Brasil. O nosso exemplo na lista, o Galaxy Book5 Pro 360, é um produto da versão CAD/US, e isso traz particularidades que você deve considerar no custo-benefício.
A principal vantagem é ter acesso antecipado a tecnologias de ponta (como o chip Lunar Lake e conectividade Wi-Fi 7 em um corpo dobrável) ou mimos que a versão nacional costuma limar (como a caneta S Pen já inclusa na caixa, que no Brasil muitas vezes é vendida à parte).
No entanto, o ônus é a usabilidade e a segurança. Um notebook importado possui teclado de layout internacional, o que significa a ausência da tecla física do “Ç” e uma posição diferente para acentos. Além disso, a divisão nacional da fabricante não presta suporte nem garantia para produtos que não foram homologados localmente, deixando a responsabilidade de reparos e trocas inteiramente nas mãos do importador ou da loja de terceiros.
Perguntas frequentes
1. Posso fazer upgrade de memória RAM nos notebooks Galaxy Book4?
Não. Em quase toda a linha Galaxy Book recente (da versão de entrada à Ultra), a memória RAM vem soldada na placa-mãe para economizar espaço e reduzir peso. Não há slots vazios para RAM. Você deve comprar o notebook já com a capacidade total que pretende usar (8 GB, 16 GB ou 32 GB) pelos próximos anos.
2. Qual notebook Samsung a bateria dura mais tempo?
Atualmente, o Galaxy Book4 Edge é o grande campeão de autonomia. Por ser equipado com o processador Qualcomm Snapdragon X Plus, baseado na mesma arquitetura dos smartphones, ele consome pouquíssima energia, podendo facilmente ultrapassar a marca de 20 a 27 horas de reprodução de vídeo ou um dia inteiro de trabalho intenso longe das tomadas.
3. A caneta S Pen já vem inclusa nos modelos Samsung 360?
Depende muito da versão e da origem do produto. No Galaxy Book4 360 nacional (modelo oficial do Brasil), a caneta é vendida separadamente, apesar da tela ser totalmente compatível com o toque ativo. Já em modelos de fora do país, como o importado Galaxy Book5 Pro 360 listado, a S Pen geralmente é um acessório incluso dentro da caixa de fábrica.
4. O que significa o selo Copilot+ PC nos novos Galaxy Books?
É uma certificação exigida pela Microsoft para garantir que o computador tem uma placa neural (NPU) capaz de atingir pelo menos 40 trilhões de operações por segundo (TOPS). Isso permite que modelos como o Galaxy Book4 Edge e o Galaxy Book5 Pro 360 executem tarefas complexas de Inteligência Artificial — como criar rascunhos em imagens, borrar fundos de câmera ou legendar vídeos em tempo real — de forma totalmente nativa, sem gastar dados e sem precisar de acesso à internet.
5. Posso usar o Galaxy Book4 padrão (de entrada) para jogar ou editar vídeos?
Não é o ideal. O Galaxy Book4 de entrada traz um bom processador Intel Core i5, mas seus limitados 8 GB de RAM operam em modo de canal único (Single-Channel) e não podem ser expandidos. Isso “trava” o potencial do chip gráfico integrado, mantendo-o apenas na capacidade básica UHD Graphics. Ele consegue rodar jogos antigos em resoluções baixas e edições de vídeo muito leves, mas sofrerá engasgos severos em tarefas gráficas modernas.