Como escolher o tênis Olympikus ideal para o seu nível de corrida
A escolha de um tênis de corrida deve ser baseada não apenas na estética, mas no seu objetivo principal. Se você é uma corredora iniciante ou foca em caminhadas, o corpo precisa se adaptar gradualmente ao impacto. Nesse cenário, modelos mais estruturados e com foco em absorção de choque, como o Olympikus Pride 3 ou o Swift 5, oferecem a segurança articular necessária para os primeiros quilômetros.
Por outro lado, se você já possui uma rotina de treinos estabelecida e busca melhorar seu tempo em provas (o famoso “pace”), o peso do calçado e a capacidade de resposta tornam-se primordiais. Calçados da “Família Corre”, como o Corre Vento 2 — que pesa impressionantes 168 g — ou o versátil Corre 3, oferecem cabedais minimalistas e espumas tecnológicas que favorecem a cadência e a velocidade.
Entendendo as entressolas da marca: Eleva Pro vs. Evasense
Para acertar na compra, é fundamental entender a sopa de letrinhas das tecnologias de entressola da Olympikus, pois elas definem o comportamento do calçado no asfalto. A marca divide suas espumas em duas categorias principais de uso:
- Eleva Pro: Presente na linha de performance (Corre 3, Corre Vento 2 e Corre Grafeno 2). É um EVA expandido de baixa densidade projetado para máxima resiliência. Na prática, ele sofre menor deformação ao longo dos quilômetros e foca no “efeito trampolim”, devolvendo a energia da aterrissagem para impulsionar a corredora para a frente.
- Evasense (ou Eleva+): Encontrada em modelos de entrada e intermediários (Veloz 2, Swift 5, Challenger 5 e Pride 3). Seu foco absoluto é a maciez e o conforto imediato. É uma espuma que “abraça” o impacto e cria uma cama suave para os pés, sendo excelente para uso casual, academia e trotes, mas sem a mesma força elástica para arranques de velocidade.
O impacto da tecnologia nacional no custo-benefício
Historicamente, corredores brasileiros precisavam desembolsar quantias altíssimas em marcas importadas para ter acesso a tecnologias como placas de propulsão ou cabedais em monofilamento. A Olympikus mudou esse cenário ao desenvolver inovação 100% nacional.
Um exemplo claro é o Olympikus Corre Grafeno 2, o primeiro tênis do mundo a utilizar uma placa de Grafenus — material mais forte que o aço e extremamente leve. Ao unir isso à parceria com a Michelin para o solado de borracha, a marca entrega um equipamento de altíssima performance para maratonas por uma fração do preço dos supertênis estrangeiros. Da mesma forma, a tecnologia Oxitec (fios de monofilamento com elastano) democratizou os cabedais que não absorvem suor e chuva, estando presente até mesmo em modelos versáteis de valor mais acessível, como o Corre 3.
Limitações: o que ter em mente antes da compra
Apesar do excelente custo-benefício e da alta tecnologia, a linha de corrida da Olympikus possui algumas limitações dependendo do perfil da corredora. A quase totalidade dos modelos destacados (como o Corre 3, Challenger 5 e Veloz 2) é desenvolvida para pisada neutra. Mulheres com pronação ou supinação severa — que necessitam de calçados com suporte medial rígido ou controle de estabilidade específico — podem não encontrar a correção ortopédica ideal nestas linhas.
Além disso, os modelos minimalistas e de alta performance, como o Corre Vento 2 e o Corre Grafeno 2, possuem modelagens mais estreitas (focadas em aerodinâmica e travamento do pé). Corredoras com pés muito largos ou que sofrem com joanetes podem sentir atrito nas laterais e devem priorizar calçados com malhas mais elásticas e adaptáveis, como o Hypersox presente no Challenger 5.
Dicas de manutenção para prolongar a vida útil do amortecimento
Um tênis de corrida exige cuidados específicos para que suas tecnologias de propulsão não “morram” precocemente. A regra de ouro é nunca colocar o seu Olympikus na máquina de lavar, pois o excesso de água e a rotação danificam irremediavelmente a estrutura do EVA (seja Eleva Pro ou Evasense) e as tramas do cabedal Oxitec ou knit.
- Limpeza: Utilize apenas um pano levemente umedecido ou uma escova de cerdas macias com sabão neutro.
- Secagem: Deixe secar sempre à sombra e em local ventilado. O sol direto resseca a borracha Gripper do solado e compromete a aderência.
- Rodízio de calçados: O EVA precisa de 24 a 48 horas para se descomprimir após um treino intenso. Se você corre todos os dias, o ideal é intercalar dois pares de tênis. Usar o mesmo calçado diariamente faz com que a espuma não recupere sua elasticidade original, resultando em um tênis “duro” e aumentando o risco de lesões articulares.
Perguntas frequentes
Qual tênis da Olympikus é recomendado para correr maratonas?
Para distâncias longas como meia maratona (21 km) ou maratona (42 km), os modelos da linha Corre são os mais indicados. O Olympikus Corre 3 é a escolha mais segura e versátil pelo alto nível de amortecimento confortável, enquanto o Corre Grafeno 2 é ideal para atletas experientes que buscam baixar o tempo de prova usando a placa de propulsão.
Posso usar um tênis com placa de grafeno para caminhar ou ir à academia?
Não é recomendado. Tênis de super performance, como o Corre Grafeno 2, possuem placas rígidas e geometria agressiva projetadas exclusivamente para impulsionar passadas em velocidade no asfalto. Usá-los para caminhar ou levantar peso na academia será desconfortável, instável e desperdiçará a tecnologia do calçado. Para uso híbrido, opte pelo Challenger 5 ou Swift 5.
Como saber qual é o tamanho certo para o meu tênis de corrida?
A recomendação geral para tênis de corrida é que sobre a largura de um dedo (cerca de 1 cm) entre o dedão e a ponta do tênis. Durante a corrida, os pés incham e se projetam para frente devido ao impacto e ao calor. Comprar o tamanho exato do seu calçado casual pode resultar em atrito, bolhas e unhas machucadas.
Tênis Olympikus serve para trilhas e estradas de terra?
Os modelos listados neste artigo possuem solados em borracha Gripper ou Michelin otimizados para asfalto, calçadas e esteiras, com foco em tração urbana e pistas. Para trilhas irregulares com lama ou pedras soltas (trail running), esses solados não oferecem os “cravos” (lugs) necessários para evitar escorregões, e o cabedal vazado deixaria entrar muitos detritos.